Frutificação

ago 3, 2023Noticias, Palavra Episcopal

Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no seu devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo que ele faz será bem-sucedido” (Salmos 1.3).

Versículo tremendo, Jeremias repete esse texto muito tempo depois (Jr 17.8). Eu gosto muito da        agricultura e pecuária, nas minhas férias, quando menino, passava meses no sítio de um tio; carpindo, colhendo, ajudando fazer cerca e etc. Aprendi sobre os   ciclos do preparo da terra, plantio e colheita. Por exemplo o limoeiro demora   quase 3 anos para produzir; a jaca 7 anos; a tâmara de 70 a 100 anos; abóbora 100 dias e etc. O texto lido usa a expressão “no devido tempo dá o seu fruto”.

O Salmos 92.12-14 diz “O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro do Líbano. Os que estão plantados na Casa do Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e vigorosos”. Esse texto fala de florescer, crescer, de frutificar, de seiva e vigor. As árvores usadas como exemplo resistiam ao sol do verão e a neve do inverno, mas muitas sofriam e chegavam a secar quando havia um replantio. Devemos nos lembrar onde Deus nos plantou conforme Cl. 1:13 “Ele nos resgatou do     império das trevas, e nos transportou para o Reino do filho do Seu amor”. O diabo sempre quer nos tirar, nos arrancar de onde nós fomos plantados pelo Senhor.

John Bevere escreve sobre esse assunto: ”Quando uma árvore                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      frutífera é plantada, ela enfrentará a severidade do clima, falta de água, vento forte e se pudesse falar, diria ao jardineiro: ‘me tire daqui, põe-me em lugar mais confortável’. Se o jardineiro acatasse o pedido, ele a prejudicaria, pois tudo isso é fonte de estabilidade, raízes     fortes; profundas e frutificação”. E ele ainda acrescenta: “Senão fugíssemos tão prontamente das dificuldades que surgem, nossas raízes teriam uma chance de ficar mais fortes e profundas”. Penso que na ânsia de frutificar mais rápido, muitos não produzem frutos ou frutos não amadurecem.

O Salmos 1.2 diz que “quem tem prazer na Lei do Senhor, terá   raízes profundas, o Espírito Santo diz que vai trazer o alimento, ele frutifica”. Observe Gênesis 49, à partir do versículo 22: “José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus ramos correm sobre o muro”. Conhecemos a difícil história de José, mas ele   se manteve firme, seus galhos alargaram fronteiras e ele floresceu e frutificou onde foi plantado, jamais abandonou o Senhor e sua família.

O Apóstolo Paulo escreve em Filipenses 4.22: “Todos os santos vos saúdam, especialmente os da casa de César”. Ele estava preso e sendo vigiado todo o tempo. As prisões romanas eram cruéis, mas a guarda pretoriana que ficava a sua volta, ouvia o evangelho o tempo todo (Fp 1.13). Muitos se converteram e eram “os santos da casa de César”. Paulo floresceu onde foi plantado. Embora frutificasse muito, era fiel e submisso aos Apóstolos que ficaram em Jerusalém (Atos15); as questões eram decididas com prestação de contas, oração e   assim as Igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam os fiéis.

Que frutifiquemos onde fomos plantados! 

Tenha um agosto abençoado!

Bispo Fernando

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